Uma semana após a COP 30: Congresso derruba vetos e flexibiliza licenciamento ambiental




 Uma semana após o encerramento da COP 30, eu imaginava que ainda estaríamos respirando os ventos de esperança que a conferência trouxe. O Brasil brilhou nos debates, falou bonito sobre clima, proteção da Amazônia, compromissos globais… parecia um momento de virada.

Mas hoje, 27 de novembro de 2025, deputados e senadores votaram um dos temas mais delicados da agenda ambiental: os vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental.


E o resultado causou preocupação.


O que foi decidido


O Congresso decidiu derrubar 56 dos 63 vetos.

Na prática, isso significa flexibilizar pontos importantes do licenciamento ambiental — justamente o instrumento que garante que obras e empreendimentos passem por avaliação séria antes de afetarem rios, florestas, comunidades e ecossistemas inteiros.


Alguns pontos derrubados abrem espaço para:


  • licenças mais rápidas e menos rigorosas,


  • formas de “autolicenciamento”,


  • menos exigência de estudos ambientais,


  • e mais liberdade para estados definirem regras próprias, mesmo que não tenham estrutura técnica adequada.


Sete vetos ainda ficaram para ser analisados em outra sessão, mas o sinal geral já preocupa quem acompanha a pauta ambiental de perto.


Por que isso causa tanta inquietação?


Porque essa decisão vem justamente uma semana depois da COP 30, onde defendemos no mundo inteiro um Brasil protagonista, responsável, comprometido com o clima e com seus biomas.


O que significa para nós

Para quem acompanha, escreve, cuida e sente esse tema — como eu e talvez você que está lendo — é impossível não sentir esses efeitos.

Mas também acredito que esses momentos são convites para estarmos mais presentes, mais atentos e mais conscientes. O planeta não muda apenas nas grandes conferências; ele muda nas decisões cotidianas, nas escolhas políticas e na nossa capacidade de continuar falando sobre aquilo que importa.


Uma semana após a COP 30, o Brasil dá um passo que nos faz questionar o rumo da proteção ambiental no país.

Não é hora de desânimo — é hora de vigilância, de informação e de união de quem acredita que a natureza não é obstáculo ao desenvolvimento, mas sua base.



Espero você no próximo post. Abraços

Ana Castilhos

Criadora do blog Caminho Sustentável

Blog Recomendado:Foco na vida


Bioconstrução: A Solução Sustentável Que Está Virando Tendência Mundial

 



Já reparou como muitas pessoas estão buscando uma vida mais simples, conectada com a natureza  e com menos impacto no planeta?

A bioconstrução surge justamente dessa vontade de viver de forma mais leve, consciente e alinhada ao ritmo da Terra.

Mas afinal, o que é bioconstrução?


O que é bioconstrução?

A bioconstrução é um modelo de construção que utiliza materiais naturais, de origem local, recicláveis ou de baixo impacto ambiental. Não se trata apenas de "fazer uma casa de barro", e sim de criar ambientes saudáveis, que dialogam com o clima, e a paisagem do lugar.


Os princípios são simples:

  • Usar materiais naturais sempre que possível.
  • Reduzir resíduos e desperdícios.
  • Integrar construção e ambiente.
  • Priorizar conforto térmico e ventilação natural.
  • Evitar produtos químicos tóxicos.


Por que a bioconstrução está crescendo tanto?

Porque resolve vários problemas atuais.

Menos impacto ambiental.

Temperatura mais agradável.

Casas feitas com terra, bambu ou madeira respiram. Elas mantém o ambiente fresco no calor e aconchego no frio.

Menor consumo de energia

Ambientes naturalmente frescos gastam menos eletricidade- essencial diante de eventos climáticos que pressionam redes de energia 

Uso inteligente da água 

A bioconstrução costuma incluir sistemas simples de captação de chuva e reaproveitamento de águas cinzas.


Redução de emissões.

Materiais naturais e locais diminuem transporte e poluição.

Assim, bioconstrução deixa de ser apenas uma escolha sustentável e passa a ser uma estratégia de adaptação climática.


Materiais mais utilizados

  • Terra crua
  • Bambu
  • Pedras locais
  • Fibras naturais 
  • Reaproveitamento criativo de garrafas e resíduos limpos.
Cada lugar usa aquilo que a natureza oferece- por isso as construções são tão únicas e harmônicas.



Mais do que construção: uma mudança de consciência

A bioconstrução nos convida a lembrar que fazemos parte da natureza- e que nossas escolhas podem aliviar ou agravar os impactos climáticos .
Quando construímos de forma mais adaptada ao clima, estamos construindo um futuro mais seguro e equilibrado.


Espero você no próximo post. Abraços

Ana Castilhos

Autora do blog Caminho Sustentável.


Blog Recomendado:Foco na vida





Quando o ônibus não para:etarismo,invisibilidade e sustentabilidade social

 



Hoje, durante minha caminhada, presenciei uma cena simples, mas que fala muito sobre quem somos como sociedade.

Um grupo de idosos, reunidos no ponto de ônibus, fez sinal para um veículo que simplesmente não parou — talvez porque carregassem o cartão de passagem gratuita.

Como podemos falar de sustentabilidade se ainda permitimos que os mais velhos sejam invisíveis?


O que está por trás da cena


O ônibus que não parou não é apenas um gesto individual.

É um reflexo silencioso do etarismo, a discriminação baseada na idade, que muitas vezes passa despercebida.

Mas para quem vive isso todos os dias, não é discreto: é doloroso.

É como se o mundo dissesse, sem palavras:

 “Você já não importa tanto assim.”

Essa é a forma mais cruel de poluição: a poluição da dignidade.


Sustentabilidade Social

Quando falamos de sustentabilidade, pensamos logo na natureza, no lixo, no clima.

Mas esquecemos que a base de tudo isso é gente.

Cuidar do planeta sem cuidar das pessoas é incompleto.


A Agenda 2030 fala claramente:

não existe desenvolvimento sustentável se não houver inclusão, mobilidade e respeito entre gerações.

E isso inclui garantir que um idoso tenha o direito de ir e vir com tranquilidade, segurança e acolhimento.

  • Agenda 2030 é um compromisso global da ONU que reúne 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Eles abordam desde o cuidado ambiental até temas sociais, como igualdade, mobilidade e inclusão — exatamente onde o combate ao etarismo se encaixa.


Mobilidade como direito


O transporte público deveria ser um espaço de acolhida, e não de exclusão.

Quando idosos deixam de ser atendidos por motoristas que ignoram seus direitos, a mensagem é clara:

há algo errado na forma como tratamos quem já caminhou tanto antes de nós.


A mobilidade é um pilar da sustentabilidade social.

Sem ela, não há autonomia, participação, saúde — nem dignidade.


Aquela cena me fez pensar:

Que futuro estamos construindo se não somos capazes de respeitar aqueles que abriram caminho para chegarmos até aqui?


Cuidar das gerações mais velhas não é caridade.

É responsabilidade.

É sustentabilidade em sua forma mais humana.


Que a gente aprenda a enxergar mais.

A parar mais.

A acolher mais.

Porque um planeta sustentável começa em gestos simples:

um ônibus que para, um olhar que respeita, uma sociedade que não deixa ninguém para trás — nem no ponto, nem na vida.


Espero você no próximo post. Abraços 

Ana Castilhos 

Autora do Blog Caminho  Sustentável 


Blog Recomendado:Foco na Vida



COP 30: o planeta não pode mais esperar



 A COP 30 acontece em um momento decisivo para o futuro do planeta. O evento começa hoje, 10 de novembro de 2025, em Belém no Pará -coração da Amazônia e palco das decisões que podem redefinir os rumos da política climática global. Essa conferencia traz à tona a urgência de agir diante das mudanças climáticas que já impactam comunidades, ecossistemas e  economias em todo o mundo.

Se você quer entender melhor o que é a COP e como ela funciona , deixo aqui o link para o post anterior. 👉Por dentro da COP 30


Entre acordos e consequências : o planeta não pode mais esperar

Enquanto líderes discutem metas e compromissos, a natureza dá sinais cada vez mais evidentes de que o tempo das negociações lentas chegou ao fim. 

Agora mais do que discutir metas e acordos, é  hora de transformar compromissos em atitudes reais. O planeta tem dado sinais claros que não há mais tempo a perder: ondas de calor, secas severas e fenômenos extremos, como o  tornado que atingiu o Paraná, revelam a urgência de medidas concretas. Esses eventos climáticos recentes mostram como o desequilíbrio ambiental tem se intensificado, o aumento da temperatura média, o desmatamento e a poluição comprometem o equilíbrio natural do planeta e colocam em risco a vida em todas as formas.


O futuro nasce das escolhas de agora

A COP 30 representa mais do que um encontro de líderes: é um chamado à responsabilidade compartilhada. Cada medida adotada, cada prática implementada e cada gesto individual contam na construção de um novo caminho.

Não podemos  mais adiar decisões que garantam a vida em equilíbrio. O planeta pede cuidado, e  a Amazônia é  o coração pulsante da Terra- dela fluem as correntes de vida que regulam o clima, purificam o ar e alimentam rios que cruzam continentes. Proteger a Amazônia é mais que preservar uma floresta: é  cuidar do equilíbrio que sustenta o planeta, da energia que mantém o ciclo da vida em movimento. Cada árvore derrubada, cada rio contaminado, é como um batimento que se enfraquece no coração do mundo .

Que a COP 30 desperte em cada um de nós o desejo sincero de cuidar da Terra com mais respeito. O futuro depende das escolhas que fazemos agora- e a mudança começa no simples gesto de reconhecer que tudo está conectado.


Espero você no próximo post.  Abraços

Ana Castilhos

Criadora do Blog Caminho Sustentável

Blog Recomendado: Blog Foco Na Vida








Descubra como o turismo sustentável pode transformar suas viagens.






Hoje iniciamos o post com um trecho dessa letra linda da música "Descobridor dos Sete Mares" cantada pelo Tim Maia "Pois bem, cheguei, quero ficar bem a vontade na verdade eu sou assim descobridor dos sete mares"...

Essas palavras traduzem a alegria de quem chega, se permite e se abre ao novo. Viajar é isso: descobrir paisagens, histórias e também partes de nós mesmos. E quando fazemos isso com respeito à natureza, a experiência se torna ainda mais bonita — uma troca entre quem visita e quem acolhe.  Isso é o que chamamos de Turismo Sustentável. (Esse termo surgiu na Conferencia das Nações Unidas para o Meio Ambiente a ECO 92 - no Rio de Janeiro)

Viajar de forma sustentável é escolher conhecer o mundo sem ferir o que ele tem de mais precioso. É valorizar as culturas locais, apoiar o comércio da região, reduzir impactos e aprender com a simplicidade que a natureza ensina a cada passo.


Turismo que fortalece vidas

Turismo sustentável é olhar para além da própria viagem.

É perceber que nossa presença impacta a economia, a cultura e o bem-estar de quem mora ali.

Que cada compra, cada passeio, cada escolha é um voto:

➜ “Quero que esse lugar continue existindo.”

➜ “Quero que essa comunidade floresça.”


Escolhas que transformam caminhos


🧭 Viajar com propósito

Escolher destinos que valorizam a natureza e a cultura local.

Ter consciência de que o barato demais, muitas vezes, tem um custo ambiental.


🚶‍♀️ Andar mais devagar

Explorar a pé ou de bicicleta aproxima a gente da essência do lugar.

A natureza nos conta histórias quando diminuímos o ritmo.


🏨 Onde dormimos também importa

Hospedagens que reaproveitam recursos, apoiam produtores locais e preservam o entorno merecem ser incentivadas.


🍽️ Sabores da terra

Quando a gente escolhe restaurantes e feiras locais, estamos apoiando famílias, tradições e gastronomias que carregam memória.


🌊 Cuidar do que nos maravilha

Levar o lixo de volta, respeitar trilhas e áreas protegidas, não perturbar animais — atitudes pequenas que fazem toda diferença.


Um convite para o coração

Viajar faz bem para o corpo, para a mente, para a alma.

Mas viajar cuidando do planeta…transforma a forma como olhamos o mundo e a nós mesmos.

No final das contas, o destino mais importante é encontrar um mundo que continue vivo, saudável e belo —para nós e para quem vier depois. 🍃

Que cada viagem seja uma troca.

Que cada passo seja leve.

Que cada encontro seja sagrado.

Porque viajar cuidando do planeta faz melhor ainda. 

 E você? Qual viagem do coração te fez se sentir parte da natureza e não apenas visitante?


Espero você no próximo post. Abraços

Ana Castilhos

Criadora do Blog Caminho Sustentável 


Blog Recomendado: Foco na Vida













Tampinhas de plástico que curam: como pequenos gestos viram grandes projetos.

O que parece apenas lixo pode, na verdade, se transformar em cuidado, solidariedade e sustentabilidade. As tampinhas de plástico, quando rec...